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Lemann Center Webinars

Superando a Desigualdade Tecnológica e Educacional: Como a Democratização da Ciência de Dados está Transformando a Vida de Estudantes em Escolas Públicas

Com o surgimento de tecnologias exponenciais e as mudanças no mundo dos negócios, há uma crescente preocupação com o futuro do trabalho. Nesse debate, uma questão que gera consenso é a importância de ensinar aos jovens habilidades em ciência de dados e inteligência artificial, a fim de prepará-los para o mercado de trabalho atual e futuro. No entanto, a desigualdade educacional tecnológica surge como um desafio significativo, uma vez que apenas os jovens de classes mais altas têm acesso a esses conhecimentos, acentuando ainda mais a disparidade no acesso à educação e tecnologia.

Essa desigualdade cria uma lacuna de oportunidades entre aqueles que têm acesso e aqueles que não têm, perpetuando o ciclo de pobreza e limitando o desenvolvimento individual e social. Aqueles em desvantagem têm menos chances de obter empregos bem remunerados, engajar-se plenamente na sociedade e buscar uma educação de qualidade, o que resulta em impactos negativos no crescimento econômico, na estabilidade social e na equidade global.

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Meeting Campus Mobile 2022

On May 10th, the Lemann Center at the Stanford Graduate School of Education had the pleasure of welcoming the students who won the Campus Mobile 2022 program, a project coordinated by Professor Roseli de Deus Lopes from the Universidade de São Paulo - Brazil and sponsored by Instituto Claro and beOn the Claro Innovation Hub.

The Campus Mobile program is a contest of ideas and solutions for mobile. The selected participants – university students and recent graduates – receive guidance from experts in the field of innovation to improve the projects. In its tenth edition, the projects are divided into six categories: Diversity, Education, Games, Health, Smart Cities and Smart Farms.

According to Dr. Irene Ficheman, responsible for this year's edition, "We selected around 180 young students from Brazilian universities in this program, supported and mentored their development for a few months. Students enter the program with an idea of a mobile application and at the end of the process, they present their apps to a panel of judges. The six best projects won an immersion trip to the Silicon Valley."

During the event, the students had the opportunity to learn about the center and the experiences of our fellows Tatiana Hochgreb-Haegele, Fernanda Alves, and Thamires Mirolli. They also presented their projects and got feedback from the current entrepreneurs in residence at Stanford – Claudio Sassaki, Eduardo Mufarej, and Andre Nudelman.

 The projects below are the winners of the 2022 São Paulo Edition:

Diversity - Rede Tabela

Elaine Cruz Farias
Luane Barbosa da Silva Lima<
Nathália Cruz Farias

Education - TalkInn

Amanda Faria Galvão de Oliveira
Vítor Giudice Batista de Araujo Porto

Games - Patrono

Beatriz Figueiredo Alves
Jansen Cersosimo Moreira
Rafael Paladini Meirelles

Health - Comunica

Joyce Querubino de Oliveira

Smart Cities - Trokaí

Lucas Leandro Ribeiro

Smart Farms - Bee App

Marcello Freyesleben Caon

Smart Farms – Leiloaê (9ª edição)

Marcos Paulo Muniz de Andrade
Pedro Henrique Silveira

Alexandre Nascimento on regulation of Artificial Intelligence

ChatGPT and its potential impact on education

Generative artificial intelligence, such as ChatGPT, is at the center of many discussions, including its potential impact on education. In this Canaltech podcast episode, Alexandre Nascimento discussed some impacts on education and scientific research, and teachers shared their opinion about that technology. In this podcast, you will learn chatGPT’s score on the ENEM test.

Can ChatGPT be a threat to research and the classroom?

ChatGPT is the tool of the moment. The artificial intelligence platform stands out for its ability to create texts with grammatical precision. However, is it a risk to the classroom and academic research. 

In this special Porta 101, Wagner Wakka and Gustavo Minari will talk to specialists about the risks of students using this type of tool in the classroom and for academic production. 

Participating in this episode are Alexandre Nascimento, professor at SingularityU Brazil and researcher at Stanford University, in the United States; Carlos Neves, professor of the information systems course at the Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) and Letícia Góes, professor of the Portuguese teaching platform with Letícia. 

Wagner and Gustavo did a challenge with Letícia: they asked the teacher to assign a writing "homework" and ChatGPT was used to solve it. In this program, we tell the result of this idea. 

Martin Carnoy and Eric Bettinger named to the 2023 RHSU Edu-Scholar Public Influence Rankings

Congratulations to Martin Carnoy and Eric Bettinger who are named to the 2020 RHSU Edu-Scholar Public Influence Rankings.

The metrics recognize university-based scholars in the U.S. who are doing the most to influence educational policy and practice. The rubric reflects both a scholar's larger body of work and their impact on the public discourse last year.

For the full list and to learn more about the rankings, visit The 2023 RHSU Edu-Scholar Public Influence Rankings.

Announcing the winners of the 2022 Global Development Photo Contest

The King Center on Global Development is happy to announce the winners of the 2022 Global Development Photo Contest. We received some incredible photo submissions from Stanford students, predocs, and postdocs, showcasing locations that spanned the globe.

Anna Queiroz, Postdoctoral Fellow, Department of Communication

Aldeia Papagaio, Alta Floresta, MT, Brazil

"This photo shows a female middle school student from an indigenous village in Brazil wearing a VR headset. This photo was taken by Zaz Productions during a large-scale project in Brazil targeting digital inclusion and environmental awareness. The project aimed to reduce the gap between private and public schools, allow the students to engage with technology, and learn about human actions in mitigating climate change causes and consequences. A total of 12 thousand middle and high school students from low-income and indigenous communities in Brazil participated in the project. This was a collaboration between the Virtual Human Interaction Lab at Stanford and Instituto Edp in Brazil."

Tempo para aprender

Ampliação da carga horária escolar é positiva, mas há riscos se não for bem implementada

A ampliação do tempo que os estudantes passam na escola é uma bandeira histórica, defendida de Anísio Teixeira a Darcy Ribeiro, e que continua atual. O Plano Nacional de Educação, por exemplo, define que até 2024 o Brasil deveria oferecer uma jornada de tempo integral (sete horas diárias ou mais) a pelo menos 25% dos estudantes da rede pública.

Em 2021, este percentual estava em 15%, o que indica dificuldade para alcançarmos a meta no prazo estipulado.

Além disso, é preciso muita atenção em sua implementação, para que o esforço, nada trivial do ponto de vista do financiamento e da organização dos sistemas, realmente resulte em melhoria para todos e não amplie as desigualdades que já deformam a educação nacional.

Uma leva recente de estudos trouxe boas notícias sobre o impacto da expansão da educação em tempo integral no ensino médio brasileiro. Artigo de autoria de Leonardo Rosa, Eric Bettinger, Martin Carnoy e Pedro Dantas, publicado em 2022 pela revista “Economics of Education Review”, mostrou que o aumento do número de horas de aulas de português e matemática em escolas de tempo integral em Pernambuco gerou uma melhora equivalente a um ano e três meses de aprendizagem nas duas disciplinas.

Como sabemos, os impactos da educação não se restringem à aprendizagem. Outro estudo, divulgado pelo Instituto Natura e realizado por pesquisadores do Insper, mostrou que a implementação de Escolas de Ensino Médio Integral em Pernambuco também reduziu as taxas de homicídio de homens jovens, entre 15 e 19 anos, em até 50%.

Manter jovens por mais tempo na escola parece ser uma estratégia eficaz não apenas para melhorar a aprendizagem, mas também para produzir benefícios sociais para toda a sociedade.

Apesar dos resultados animadores, é preciso cautela. Em 2015, avaliação feita pelo Banco Mundial em programas latino-americanos mostrou resultados mistos na ampliação da carga horária. Em 2018, uma revisão de estudos do Brasil e da América Latina, feita pelo Instituto D3E, chegou a uma conclusão semelhante: o simples incremento da carga horária não garantia melhores resultados.

Para que os alunos fossem realmente beneficiados com a medida, outras ações precisavam acontecer em paralelo. E uma das mais importantes era a dedicação integral dos professores às escolas.

Nesse sentido, outro estudo do D3E, publicado no ano passado, contribui para a discussão. Ao comparar a jornada de trabalho dos nossos professores com os de Japão, Estados Unidos e França, a pesquisa identificou que o Brasil destoava pelo fato de seus docentes darem aulas em várias escolas, algo incomum em países desenvolvidos.

Uma das potências do tempo integral, portanto, é aumentar a dedicação e a qualidade do uso do tempo dos professores, reduzindo sua rotatividade e facilitando, inclusive, uma agenda de formação contínua nas escolas.

Além da questão docente, outro ponto de atenção na ampliação do horário escolar é o risco de agravamento de desigualdades.

Em estudo de 2018, Eduardo Girotto, da USP, e Fernando Cássio, da UFABC, mostraram que escolas paulistas de tempo integral passaram a atender não só menos alunos, mas também um público de nível socioeconômico mais elevado, enquanto escolas regulares do entorno passaram a atender os mais pobres.

Em síntese, boa gestão pedagógica, professores dedicados à escola, estratégias adequadas de formação continuada e alunos engajados a partir de uma proposta equitativa — que leve em conta os aspectos cognitivos, sociais e emocionais — são elementos-chave para a mudança desejada e parecem se realizar com maior potência na educação integral.

A efetividade da agenda requer equilíbrio entre oferta de tempo integral e de tempo parcial, atenção aos estudantes das famílias mais vulneráveis e incentivos para evitar a evasão dos jovens que precisam de escolas em tempo parcial ou de ensino noturno.

É preciso, portanto, que este movimento seja bem planejado e executado de maneira gradativa e criteriosa, com monitoramento contínuo dos resultados.

Vale a lembrança de que a rede estadual de Pernambuco, de onde surgiram as evidências positivas dos estudos aqui citados, chegou a 59% de vagas em sua rede em horário integral após 18 anos, marcados desde o início pela equidade e por um monitoramento rigoroso, corrigindo distorções ao longo do processo de implementação.

EDUCAÇÃO - Seminário - Educação em tempo integral

Escola de tempo integral é promissora, mas pode elevar repetência

A pesquisa que encontra resultados positivos mais expressivos do ensino em tempo integral é a que examina o caso de Pernambuco, exemplo nacional na área.

Com 45% da renda per capita dos paulistas, o estado tem uma rede de ensino médio à frente de São Paulo no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).

A posição foi conquistada em meio a uma forte expansão das escolas em tempo integral, que, no ano passado, abarcavam 75% das vagas de ensino médio em Pernambuco.

O caso do estado foi analisado em estudo feito pelo economista Leonardo Rosa, hoje pesquisador no Insper, como parte de sua pesquisa de doutorado na Universidade Stanford, em coautoria com Eric Bettinger, Martin Carnoy e Pedro Dantas.

Ao analisar o desempenho dos alunos em avaliações oficiais, o trabalho mostrou, isolando outros fatores, um impacto muito forte da expansão da carga horária no aprendizado de português e, principalmente, de matemática no ensino médio.

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