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Lemann Center Webinars

The Ghost Statistic That Haunts Women’s Empowerment

At the World Economic Forum, in Davos, Switzerland, in 2012, the Times columnist Nicholas Kristof asked Facebook’s Sheryl Sandberg if the world would look different with greater investments in girls and women. Sandberg, who was already famous for her “lean in” philosophy, said that the world would indeed look different. She explained, “The data is pretty clear that women spend ninety per cent of their income on their children. And men, I think it’s more like forty per cent.” She turned to the former Chilean President Michelle Bachelet, then the executive director of U.N. Women, who corrected her estimation. Sandberg clarified: men spend “thirty to forty per cent.”

Over the years, I came across this statistic, again and again, on the Web sites and in the policy documents of the most powerful global development organizations, including the World Bank and United Nations agencies. It is often cited as the key piece of evidence that investing in poor girls and women in Asia, Africa, and Latin America creates a high rate of return. They will supposedly marry later and delay childbearing, and, in doing so, generate economic development, limit population growth, educate their children, improve children’s and women’s health, conserve environmental resources, and control the spread of H.I.V. They will end the so-called cycle of poverty in which individuals, families, communities, and nations get caught.

This story was popularized by the Nike Foundation’s viral Girl Effect videos and written into best-selling books, such as Kristof and Sheryl WuDunn’s “Half the Sky” and Greg Mortenson’s now discredited “Three Cups of Tea.” Beyond simply capturing audiences, the idea underlying this statistic has influenced development policies and programs from Liberia to Afghanistan. Development institutions such as the United States Agency for International Development, the Gates Foundation, and international N.G.O.s like care have taken up this view of girls and women as the most responsible economic actors in the household, and have integrated it into their programs on the grounds of both equity and efficiency. (The flip side of this idea is that “third world” men create little value for development, by spending their money on “whiskey and other women,” as Sandberg put it at Davos.)

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Na mira de Bolsonaro, obra de Paulo Freire é pilar de escolas de elite

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O economista Martin Carnoy lembra que o conceito de educação “como libertação da ignorância e subjugação política” é tema comum na filosofia do Iluminismo, de Rousseau, Thomas Jefferson, até mesmo de John Stuart Mill. Carnoy é professor em Stanford (EUA) desde 1969. “O ataque de Bolsonaro a Freire”, escreveu ele à Folha, “é um ataque aos próprios fundamentos da democracia ocidental e ao conceito de liberdade”. 

Para Carnoy, Freire conseguiu alcançar dezenas de milhões de pessoas com uma mensagem clara sobre o papel da educação em uma sociedade livre. “Todos, não importa quão pobres, não importa quão marginalizados, merecem ter uma educação.”

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Winter 2019 - EDUC 404 - Topics on Brazilian Education

This series of seminars provides a great opportunity to new and current students and scholars affiliated with the Lemann Center to share their research and perspectives concerning Brazilian education.

The seminars happens every Tuesday in the Lemann Center Conference Room, 9:00am - 10:20am. The presentations are in English and typically last about 30 minutes, followed by plenty of time for questions, answers, and feedback. Join the mailing list.

Schedule for Winter 2019 will be announced on January 2019.

Winter 2019 enrollment is now open, click here to apply

Professor de Stanford questiona flexibilização do currículo

David Plank diz no Congresso da Jeduca que 'a maioria dos alunos não sabe o que pretende fazer no futuro' e o ideal seria oferecer 'educação ampla em todas as disciplinas, uma base 100% comum para todos'

Autor de uma pesquisa comparativa entre a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e o seu equivalente americano, o Common Core, o pesquisador da Universidade de Stanford David Plank fez ressalvas à proposta de flexibilização do currículo prevista na reforma do ensino médio. Plank disse que "a maioria dos alunos não sabe o que pretende fazer no futuro” e o ideal seria oferecer “educação ampla em todas as disciplinas, uma base 100% comum para todos os estudantes”. Ele dividiu nesta terça-feira uma mesa no 2º Congresso da Jeduca com outro professor de Stanford, Martin Carnoy.

Plank tem uma visão mais otimista sobre a BNCC, embora admita que ela é cercada de controvérsias. “A Base é um alvo e uma alavanca”, disse, ressaltando a importância do papel do Estado de definir o que é uma educação de qualidade e os objetivos centrais do sistema de ensino. Para ele, essa responsabilidade não pode ficar na mão dos professores.

“Se a gente não sabe para aonde vai, qualquer caminho serve. É importante ter caminhos claros, bem objetivos, um alvo. Os professores precisam de uma ideia do que eles têm que fazer em sala de aula”, disse Plank, que, como Carnoy, é pesquisador do Centro Lemann, mantido em Stanford pela Fundação Lemann.

Porém, para mudar o sistema educacional e fazer da Base uma alavanca, será necessário um esforço sistemático de implementação. “Tem que mudar as avaliações para alinhar com os objetivos institucionais nas escolas; tem que mudar a formação dos professores e mudar os materiais e livros didáticos”, declarou.

Na questão das avaliações de larga escala, Plank disse acreditar que elas podem motivar países, escolas e alunos a melhorarem o desempenho, mas os esforços terão poucos resultados se não houver um alinhamento entre os padrões adotados, o currículo e o que os professores ensinam. “Se houver esse alinhamento, os alunos vão dominar os padrões."

As avaliações foram um dos temas tratados por Carnoy, que chamou a atenção para a falta de significado dessas provas para os alunos. Ele afirmou que, do ponto de vista das escolas, a Prova Brasil é, em alguns casos, muito importante, mas não para os estudantes, que podem até fazer o exame de forma “aleatória”. “Como você interpreta o resultado dessa avaliação?”, provocou.

Carnoy também falou de outro tópico controverso, a antecipação do processo de escolarização. Ele afirmou que essa política pode ser eficaz para melhorar o desempenho das crianças no ensino fundamental. Segundo o pesquisador, há estudos mostrando que escolas que transformam o último ano da educação infantil no 1º ano do fundamental alcançam efeitos positivos no aprendizado. “Isso não custa quase nada e é mais eficaz que qualquer intervenção no ensino médio”, destacou.

O professor de Stanford também chamou a atenção para a necessidade de os jornalistas de educação levarem em consideração fatores externos que interferem no aprendizado, evitando atribuir o desempenho dos estudantes apenas à escolas. Entre esses fatores, Carnoy citou questões de saúde, a dinâmica de vida em comunidades violentas e a ausência de suporte familiar.

O pesquisador disse que os cursos de formação de professores não contemplam essas questões e não preparam os docentes para lidar com elas. Para Carnoy, aliás, a formação docente é um aspecto-chave de pesquisa e investigação para todos aqueles que querem compreender a educação em toda a sua complexidade. Segundo ele, além de analisar os cursos de Pedagogia e as licenciaturas, é preciso entender bem o currículo e a dinâmica de funcionamento do sistema educacional (as diferenças de atribuições e responsabilidade entre os níveis municipal, estadual e federal).

Martin Carnoy - Celebrating 100 Years: Stanford Historical Society

David Plank on California's Policy U-Turn: Implementing the LCFF

In 2013, the California Legislature adopted the Local Control Funding Formula (LCFF), which brought about radical changes in the way in which the state finances schools and in the state’s educational governance and accountability policies. The LCFF made the distribution of school funding more rational and more equitable and shifted responsibility for most spending decisions to local actors. The LCFF also introduced a new accountability framework, which aims to shift the focus of schools and school districts from compliance with state mandates and regulations to continuous improvement in the performance of schools and students. After five years, the LCFF is fully funded, and the new accountability framework is fully in place. David Plank discussed the implementation of the LCFF to date and the challenges that must be addressed if the promise of California’s recent reforms are to be achieved.

Sem apoio, Base ficará esquecida em uma prateleira de Brasília

An interview with Prof. David Plank

Por: Beatriz Vichessi

Na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, David Nathan Plank estuda o documento que forma a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em comparação ao Common Core, que vigora nos Estados Unidos desde 2010. Professor da Escola de Pós-Graduação de Educação e diretor de Faculdade do Centro Lemann para Inovação e Empreendedorismo na Educação Brasileira, há quase 40 anos, ele foi professor e pesquisador no Brasil.  

Segundo Plank, os novos padrões de aprendizagem dão um direcionamento do que os professores e as escolas têm de fazer. Ele reitera, porém, que é preciso investir na formação dos professores.

Quais os maiores desafios para a implementação da Base Nacional Comum Curricular? 
Primeiramente, é muito importante esclarecer o que é a BNCC: um conjunto de padrões acadêmicos que especifica o conhecimento e as habilidades que os alunos devem adquirir durante o período de escolaridade. Não se trata de um currículo, muito menos de um conjunto de planos de aula. Por isso, colocar a Base em prática na sala de aula vai exigir grandes investimentos na formação docente e no desenvolvimento de livros didáticos e materiais que possam ajudar os professores a dar aulas alinhadas aos padrões estabelecidos por esse novo documento.

De que depende a BNCC para dar certo nas escolas? 
O material foi desenvolvido durante um extenso processo de diálogo com educadores e a sociedade civil, e esse esquema deve continuar para colocar a teoria em prática de forma satisfatória. O sucesso ou o fracasso da Base junto aos educadores depende do trabalho realizado junto a eles nas escolas, não em Brasília, de forma isolada. É fato que ela pode contribuir com grandes melhorias em relação ao aprendizado dos alunos, mas isso vai acontecer somente se os educadores receberem o apoio que precisam para colocar as diretrizes em prática.

Casos de outros países podem inspirar o processo de implantação da BNCC no Brasil? 
Na Califórnia, na costa oeste americana, o Estado investiu mais de US$ 4 bilhões em formação de professores e desenvolvimento curricular desde a adoção do Common Core (Base nacional dos Estados Unidos que inclui Matemática e Linguagens) em 2010, e segue aplicando dinheiro. A Austrália também fez investimento financeiro semelhante para implementar novos padrões.

Desde o início das discussões, a Base despertou muitas críticas. Por exemplo, alguns consideraram que ela é um limitador da autonomia docente. Isso faz sentido? 
O documento não diz respeito a como ensinar. É dos docentes a decisão sobre a melhor maneira de explorar conteúdos específicos junto aos estudantes. Insisto: a BNCC estabelece metas claras sobre o que eles devem aprender – e isso é um grande passo para o Brasil. A implementação de currículo, seguindo os padrões da Base, essa sim, é uma tarefa à qual estados e municípios devem se dedicar, envolvendo fortemente os educadores.

No dia a dia, nem sempre a teoria corresponde à prática e é provável que os professores tenham de fazer ajustes e adaptações no que diz a BNCC. Isso evidencia problemas no documento? 
Não, de forma alguma. Educadores encontram situações inesperadas em classe a todo momento e constantemente têm de fazer correções, ajustes e desvios no percurso que planejaram com certa antecedência. É justamente por isso que o trabalho deles é tão difícil.

Agora que foi aprovada, a Base tem de ser colocada em prática por todos os educadores, inclusive aqueles contrários a ela. Que conselho o sr. daria a eles? 
Recomendo não só a eles, mas a todos os educadores, que insistam para que funcionários federais, estaduais e municipais de Educação ofereçam formação e o apoio necessário para alinhar o ensino praticado hoje ao que diz a BNCC. Caso contrário, nada vai mudar nas salas de aula brasileiras e o documento vai ficar esquecido numa prateleira em uma sala de Brasília, o que seria uma perda terrível para todos.

Professors Martin Carnoy and Eric Bettinger made The 2018 RHSU Edu-Scholar Public Influence Rankings list

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Formar Professor é Fundamental para Implementar a Base Teacher training is key to implement the Base

The Base Nacional Comum Curricular (Brazilian Common Core) was approved by the Conselho Nacional de Educação last week in Brasilia.

In “Formar Professor é Fundamental para Implementar a Base” (‘Teacher training is key to implement the Base'), Professor and Director David Plank talks to Renata Cafardo from the O Estado de São Paulo.

Below is Renata Cafardo’s introduction (loosely translation) to the story published by O ESTADO DE SÃO PAULO:

“The Base Nacional Comum Curricular approval, last Friday, could be an opportunity for Brazil to invest in the training of its teachers. This is what Stanford University researcher David Plank thinks, studying the Brazilian document compared to the Common Core, a similar standard that has been in place in the United States since 2010.

However, according to the expert, the Base will only reach the classroom if there is financial support from the federal government for teacher training programs, especially for poorer states and municipalities. "Approving the Base is a great victory for Brazil, a lot of time has been dedicated (to its development), there have been many discussions to get it to this point, but it is now that the hard work begins," he says.

Plank is an American, formerly a professor at the Federal University of Bahia and currently directs the Lemann Center, a (research) center funded by the Lemann Foundation in Stanford.”

Link to the interview (in Portuguese):  http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,formar-professor-e-fundame...

‘Formar professor é fundamental para implementar Base’, afirma David Plank em entrevista para Renata Cafardo, em O Estado De Sao Paulo:

"A aprovação da Base Nacional Comum Curricular, na última sexta-feira, pode ser uma oportunidade para que, finalmente, o Brasil invista na formação dos seus professores. É o que pensa o pesquisador da Universidade de Stanford, David Plank, que estuda o documento brasileiro em comparação ao Common Core, norma semelhante que está em vigor nos Estados Unidos desde 2010.

Mas, para o especialista, a Base só vai chegar às salas de aula se houver apoio financeiro do governo federal para os programas de treinamento dos professores, principalmente para os Estados e municípios mais pobres. “Aprovar a Base é uma grande vitória para o Brasil, dedicou-se muito tempo, foram muitas discussões para se chegar a isso, mas agora é que o trabalho duro começa”, diz.

Plank é americano, já foi professor da Universidade Federal da Bahia e atualmente dirige o Lemann Center, centro financiado pela Fundação Lemann em Stanford." 

Para a entrevista completa, acesse o link abaixo.

AI’s Impact Education, Training, and Learning: Potential and Limitations

Paulo Blikstein is Assistant Professor of Education and (by courtesy) Computer Science at Stanford University. He is also the Director of the Tranformative Learning Technologies Lab. Blikstein's research focuses on how new technologies can deeply transform the learning of science, technology, engineering, and mathematics. He creates and researches cutting-edge educational technologies, such as computer modeling, robotics, digital fabrication, and rapid prototyping, creating hands-on learning environments in which children learn STEM disciplines by building sophisticated projects and devices. In his talk, Paulo looks at these points...

  1. When we talk about machine learning or teaching machines, we're also altering our metaphor of human learning.
  2. The use of teaching machines has an 80-year history, but the results are not encouraging.
  3. Educational researchers mostly know why these attempts fail, but communication between educators, cognitive scientists, and technologists is faulty.
  4. Some areas of application of AI have shown promise in education, but their business models are still ill-defined.
  5. The biggest impact of AI in education might come from applications that do not even exist today, and will likely not come from the replacement of teachers or legacy education infrastructure.

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